quarta-feira, 6 de maio de 2026

Mensagem de Emmanuel para prefácio de "A Grande Síntese" - Pietro Ubaldi

 A mensagem é conhecida, a história não.

Romaria da Graça” é o nome do livrinho de autoria de Manuel Justiniano de Freitas Quintão, ou simplesmente M. Quintão, editado pela Federação Espírita Brasileira em 1939, com distribuição gratuita. Parece ser o primeiro livro a tratar da vida de Chico Xavier.

É o relato de uma viagem (de 12 a 19 de outubro de 1938) feita por um grupo de amigos (“Caravana da Amizade”: M. Quintão e sua esposa Alzira Capute; Manuel, o fotógrafo; Olímpio Giffone e Pedro) a Francisco Cândido Xavier, em Pedro Leopoldo – MG.

Manuel Quintão não conhecia Chico Xavier. Mas atento militante da FEB não deixou de perceber quando, a partir de 1928, começaram a ser publicadas no jornal espírita Aurora, e em colunas espíritas de jornais leigos, mensagens assinadas por F. Xavier, que, àquela época, era um total desconhecido fora de Pedro Leopoldo.


Em 1930, quando começaram a aparecer as primeiras mensagens de Chico Xavier no Reformador — ainda com a assinatura F. Xavier — Manuel Quintão era o diretor dessa publicação.

No mês de fevereiro desse ano, quando M. Quintão publicou a primeira mensagem de Chico Xavier no Reformador (“Os felizes”); Chico publicou a mensagem “Imortalidade” no jornal Aurora, dedicada a ele.

Manuel Quintão



Em 1932, quando Chico publicou o seu primeiro livro, “Parnaso de Além-Túmulo”, Manuel Quintão escreveu o prefácio.

Manuel Quintão e Chico Xavier foram muito amigos e trocaram correspondências por longos anos. Parece que Quintão foi o continuador do trabalho que anteriormente havia sido realizado por José Hermínio Perácio e D. Carmen Pena Perácio. Assumiu M. Quintão a qualidade de mentor encarnado de Chico Xavier. Nessa correspondência, Chico, um médium ainda em formação, expunha suas dúvidas em torno da sua mediunidade.

Foi ele um grande incentivador do trabalho de Chico Xavier, ora pedindo uma mensagem para publicar no Reformador, ora opinando que as mensagens não deveriam ser publicadas em jornais, mas sim em livros. Esse vínculo forte tinha razão de ser, pois remontava aos fortes laços de afeto de vidas passadas. Nesta vida, seus familiares trataram de solidificar ainda mais esse laço quando o filho de Manuel Quintão, Pedro Quintão, casou-se com Geralda Xavier, irmã de Chico.

Assim, naquela noite de 14 de outubro de 1938, reunidos que estavam na casa do José, ao lado da Cabana do Chico. “Sobre a mesa tosca a toalha alvíssima, alguns copos d’água, livros poucos e nada mais. Dois bancos rústicos ladeiam a mesa, e nele nos assentamos.”

















Da esquerda: não identificado – M. Quintão – Chico Xavier




Conheça a vida e a obra de Pietro Ubaldi

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