segunda-feira, 2 de março de 2026

Fontes Franciscanas - O Rei dos Banquetes

 


Francisco era ainda mais alegre e generoso; gostava de aproveitar a vida e de cantar, andando pelas ruas de Assis dia e noite com um grupo de amigos, gastando em festas e divertimentos todo o dinheiro que ganhava ou de que conseguia se apropriar.


O Rei dos Banquetes

A infância de Francisco transcorreu serenamente em Assis, na casa paterna, perto da igreja de São Jorge. Recebeu a primeira formação em família, da mãe Pica, muito devota e piedosa. De engenho vivo e, graças à sua condição econômica privilegiada, frequentou a escola junto aos cônegos da catedral de São Rufino, onde aprendeu a ler e a escrever em língua vulgar e adquiriu um conhecimento razoável do latim. Aprendeu também francês com a mãe aprendeu a música, a cantar e a recitar poesias em provençal, nutrindo-se dos ideais cavaleirescos e da cultura cortês da época.

Aos quatorze anos, o pai o encaminhou para a atividade mercantil, destinado a assumir, no momento oportuno, as rédeas da grande empresa comercial da família. Francisco era então um jovem alegre, de estatura baixa, magro, com cabelos e pequena barba escuros, criativo e elegante. Destacava-se entre os jovens e gostava de organizar suntuosos banquetes, em companhia de grupos alegres e despreocupados, gastando com certa prodigalidade o dinheiro paterno, a ponto de ser aclamado rei dos banquetes e das festas.

Certo dia, enquanto estava no armazém do pai reorganizando as mercadorias, apresentou-se à porta um mendigo que pedia esmola em nome de Deus. Num primeiro momento, Francisco o expulsou de maneira rude; mas, arrependendo-se em seguida, foi atrás dele e, ao alcançá-lo, deteve-se para conversar, pedindo desculpas e oferecendo-lhe dinheiro. Era o sinal de uma sensibilidade que, alguns anos depois, encontraria sua razão mais profunda.

Aos vinte anos, em 1202, participou da guerra que opunha Assis a Perugia. Após a derrota sofrida pelos assisenses em Collestrada, foi feito prisioneiro e permaneceu no cárcere por um longo e terrível ano, até novembro de 1203. A prisão o debilitou profundamente no corpo e no espírito. De volta para casa, suportou uma longa doença, da qual se recuperou aos poucos graças aos cuidados amorosos da mãe.


Ave Cristo! Ave Francisco!

domingo, 1 de março de 2026

Fontes Franciscanas - Nascimento de Francisco

 


Francisco era natural de Assis, no vale de Spoleto. Nasceu durante uma ausência do pai, e a mãe deu-lhe o nome de João; mas, quando o pai regressou da sua viagem à França, começou a chamar o seu filho de Francisco.


Nascimento de Francisco

Francisco nasceu em Assis em 1181 ou 1182, filho de Pietro di Bernardone, próspero comerciante de tecidos, e de Giovanna, apelidada “Pica” (por ser originária da Picardia, na França). A família pertencia à burguesia emergente da cidade de Assis, que havia alcançado riqueza e bem-estar graças à atividade comercial de Pietro di Bernardone. Não faltam elementos extraordinários que acompanham as hagiografias de Francisco. Uma fonte conta que, poucos dias antes do seu nascimento, um mendigo predisse à senhora Pica: «Dentro destas muralhas surgirá, em breve, um sol». Outra fonte, porém, narra que a mãe, atormentada pelas dores do parto, não conseguia dar à luz, até que desceu ao estábulo, onde finalmente nasceu, à semelhança do menino Jesus. Hoje a historiadora Chiara Frugoni diz que são lendas para conformar a vida de Francisco com a de Jesus.

 O pai, quando veio ao mundo o seu primogénito (Francisco tinha pelo menos um outro irmão chamado Ângelo), encontrava-se longe de Assis, na Provença, ocupado nos negócios da sua profissão de comerciante de tecidos e panos preciosos.

A mãe escolheu chamar o recém-nascido de João (em honra de São João Batista), mas, quando o pai regressou, mudou-lhe o nome. Francisco era um nome bastante raro naquela época e, na língua comum, correspondia a “francês”. Os mercadores chamavam “panos franceses”, e assim continuariam a fazê-lo por mais dois séculos, aos tecidos importados da França. E o nome Francisco foi escolhido por Pietro de Bernardone precisamente para celebrar a sua atividade e os bons negócios que mantinha com a Provença.


Ave Cristo!  Ave Francisco!

sábado, 28 de fevereiro de 2026

OS IDEAIS FRANCISCANOS DIANTE DA PSICOLOGIA MODERNA

 











"O santo é um gênio. O santo é grande no campo ético, lá onde se alcandora à última síntese de todas as aspirações humanas individuais e coletivas, o ideal que mais interessa à humanidade e comove os séculos, porque é o resumo de todas as conquistas humanas, na peregrinação para o Alto."

Conheça a vida e a obra de Pietro Ubaldi

OS IDEAIS FRANCISCANOS DIANTE DA PSICOLOGIA MODERNA


"O santo é um herói e um mártir, porque sacrifica todas as suas alegrias e toda a sua vida para realizar de forma concreta as instintivas antecipações do futuro, que são os ideais; arrasta, não com palavras vãs, mas com o exemplo de um caso vivido"

Conheça a vida e a obra de Pietro Ubaldi

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026

OS IDEAIS FRANCISCANOS DIANTE DA PSICOLOGIA MODERNA

 



"O santo é o supremo ideal, o pioneiro do futuro, uma antecipação no tempo, uma perfeição ainda não alcançada pela mediocridade humana, mas somente pelos maravilhosos e singulares seres de exceção, já no ápice da escala evolutiva"

Conheça a vida e a obra de Pietro Ubaldi