“O santo combate todos os instintos e tudo
renega para reafirmar-se no mundo superior. O santo ousa, sozinho, rebelar-se
contra as forças tremendas que são as leis da natureza, as leis da animalidade
ainda não superadas e vencidas ” - Pietro
Ubaldi
Grupo de estudos da vida e obra de Pietro Ubaldi, bem como sua divulgação. ceubrasil2017@gmail.com
“O santo combate todos os instintos e tudo
renega para reafirmar-se no mundo superior. O santo ousa, sozinho, rebelar-se
contra as forças tremendas que são as leis da natureza, as leis da animalidade
ainda não superadas e vencidas ” - Pietro
Ubaldi
Francisco era ainda mais alegre e generoso; gostava de aproveitar a vida e de cantar, andando pelas ruas de Assis dia e noite com um grupo de amigos, gastando em festas e divertimentos todo o dinheiro que ganhava ou de que conseguia se apropriar.
O Rei dos Banquetes
A infância de Francisco transcorreu serenamente em Assis, na casa paterna, perto da igreja de São Jorge. Recebeu a primeira formação em família, da mãe Pica, muito devota e piedosa. De engenho vivo e, graças à sua condição econômica privilegiada, frequentou a escola junto aos cônegos da catedral de São Rufino, onde aprendeu a ler e a escrever em língua vulgar e adquiriu um conhecimento razoável do latim. Aprendeu também francês com a mãe aprendeu a música, a cantar e a recitar poesias em provençal, nutrindo-se dos ideais cavaleirescos e da cultura cortês da época.
Aos quatorze anos, o pai o encaminhou para a atividade mercantil, destinado a assumir, no momento oportuno, as rédeas da grande empresa comercial da família. Francisco era então um jovem alegre, de estatura baixa, magro, com cabelos e pequena barba escuros, criativo e elegante. Destacava-se entre os jovens e gostava de organizar suntuosos banquetes, em companhia de grupos alegres e despreocupados, gastando com certa prodigalidade o dinheiro paterno, a ponto de ser aclamado rei dos banquetes e das festas.
Certo dia, enquanto estava no armazém do pai reorganizando as mercadorias, apresentou-se à porta um mendigo que pedia esmola em nome de Deus. Num primeiro momento, Francisco o expulsou de maneira rude; mas, arrependendo-se em seguida, foi atrás dele e, ao alcançá-lo, deteve-se para conversar, pedindo desculpas e oferecendo-lhe dinheiro. Era o sinal de uma sensibilidade que, alguns anos depois, encontraria sua razão mais profunda.
Aos vinte anos, em 1202, participou da guerra que opunha Assis a Perugia. Após a derrota sofrida pelos assisenses em Collestrada, foi feito prisioneiro e permaneceu no cárcere por um longo e terrível ano, até novembro de 1203. A prisão o debilitou profundamente no corpo e no espírito. De volta para casa, suportou uma longa doença, da qual se recuperou aos poucos graças aos cuidados amorosos da mãe.
Ave Cristo! Ave Francisco!
Francisco era natural de Assis, no vale de Spoleto. Nasceu durante uma ausência do pai, e a mãe deu-lhe o nome de João; mas, quando o pai regressou da sua viagem à França, começou a chamar o seu filho de Francisco.
Nascimento de Francisco
Francisco nasceu em Assis em 1181 ou 1182, filho de Pietro di Bernardone, próspero comerciante de tecidos, e de Giovanna, apelidada “Pica” (por ser originária da Picardia, na França). A família pertencia à burguesia emergente da cidade de Assis, que havia alcançado riqueza e bem-estar graças à atividade comercial de Pietro di Bernardone. Não faltam elementos extraordinários que acompanham as hagiografias de Francisco. Uma fonte conta que, poucos dias antes do seu nascimento, um mendigo predisse à senhora Pica: «Dentro destas muralhas surgirá, em breve, um sol». Outra fonte, porém, narra que a mãe, atormentada pelas dores do parto, não conseguia dar à luz, até que desceu ao estábulo, onde finalmente nasceu, à semelhança do menino Jesus. Hoje a historiadora Chiara Frugoni diz que são lendas para conformar a vida de Francisco com a de Jesus.
O pai, quando veio ao mundo o seu primogénito (Francisco tinha pelo menos um outro irmão chamado Ângelo), encontrava-se longe de Assis, na Provença, ocupado nos negócios da sua profissão de comerciante de tecidos e panos preciosos.
A mãe escolheu chamar o recém-nascido de João (em honra de São João Batista), mas, quando o pai regressou, mudou-lhe o nome. Francisco era um nome bastante raro naquela época e, na língua comum, correspondia a “francês”. Os mercadores chamavam “panos franceses”, e assim continuariam a fazê-lo por mais dois séculos, aos tecidos importados da França. E o nome Francisco foi escolhido por Pietro de Bernardone precisamente para celebrar a sua atividade e os bons negócios que mantinha com a Provença.
Ave Cristo! Ave Francisco!
Conheça a vida e a obra de Pietro Ubaldi
"O santo é um herói e um mártir, porque sacrifica todas as suas alegrias e toda a sua vida para realizar de forma concreta as instintivas antecipações do futuro, que são os ideais; arrasta, não com palavras vãs, mas com o exemplo de um caso vivido"
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